Polícia Civil troca comando de delegacias e cargos estratégicos

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Polícia Civil de Mato Grosso do Sul promoveu nova mudança nos comandos de delegacias e cargos considerados estratégicos, nesta segunda-feira (11). A 'dança das cadeiras' ocorre pouco mais de um mês após a Operação Omertá, que prendeu policiais, empresários e mais pessoas suspeitas de envolvimento com milícia armada especializada em crimes de pistolagem, mas não foram motivadas por isso, segundo a Delegacia-Geral de Polícia Civil do Estado (DGPC).

"As mudanças e remoções no quadro de servidores da instituição é algo natural e corriqueiro, que ocorre no interesse da administração pública e em comum acordo com os servidores", disse a DGPC, em nota.

Conforme consta em publicação no Diário Oficial do Estado, delegado Pedro Espíndola foi removido da função de confiança do Departamento de Polícia Especializada (DPE) e passa para a Assessoria de Gestão de Processo e Planejamento (ASSEGPP/MS).

Já o delegado Marcio Shiro Obara foi removido do cargo de titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio (DEH) e passará a ser titular da 2ª Delegacia de Polícia Civil, no lugar do delegado Sérgio Luiz Duarte, que sai da 2ªDP e vai para a Corregedoria Geral da PC. Com isso, o delegado Carlos Delano, que ocupava o cargo de assessor especializado na Corregedoria, passa a ser titular da Delegacia de Homicídios.

Em nota, a Polícia Civil afirma que as remoções aconteceram em virtude da aposentadoria do delegado Fabiano Ruiz Gastaldi e pelo pedido de dispensa da titularidade do Departamento de Polícia Especializada (DPE) formulado pelo delegado Pedro Espíndola.

Segundo a Polícia Civil, as mudanças não tem qualquer relação com a operação Omertá, “a qual resulta de trabalho investigativo realizado pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, responsável pela produção das inúmeras provas, que por meio do trabalho conjunto realizado com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, via Gaeco e com o apoio do Poder Judiciário, culminaram em diversas apreensões, prisões e cumprimento de mandados judiciais”.

A Polícia Civil afirma também que continua a disponibilizar todo o aparato material e humano para a continuidade da Operação Omertá e que os delegados que foram realocados não tem nada que os desabone e conduta ilícita.

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