Opinião: substituições de Felipão contra o Grêmio e projeto do Palmeiras dão errado de novo

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eliminação do Palmeiras nas quartas de final da Libertadores, com derrota de virada para o Grêmio, na última terça-feira, no Pacaembu, contraria a ideia de que ao se disputar um torneio seguidas vezes, um time aprende a disputá-lo e fica mais próximo de vencê-lo.

Foi a quinta queda do técnico Luiz Felipe Scolari em seu quinto mata-mata desde que retornou ao clube, em 2018. Todas as quedas deste ano (quartas de final da Copa do Brasil e na semifinal do Campeonato Paulista) foram numa fase anterior em comparação com o ano passado.

No caso específico da Libertadores – que o clube venceu uma única vez e sob comando de Felipão, é verdade –, há semelhanças entre as duas últimas participações, situações que poderiam ter servido de exemplo.

Felipo aps a derrota para o Grmio  Foto Marcos RibolliFelipo aps a derrota para o Grmio  Foto Marcos Ribolli

Felipão após a derrota para o Grêmio — Foto: Marcos Ribolli

Como na edição passada, quando o Palmeiras perdeu a vaga já no jogo de ida para o Boca Juniors (com uma derrota por 2 a 0, na Argentina), os gols que custaram a vaga na última terça-feira foram frutos de breves minutos de desatenção defensiva.

Assim como em 2018, o Palmeiras passou com a melhor campanha da fase de grupos, mas não foi páreo para reverter uma situação de desvantagem quando encarou um adversário à altura, aparentemente mais forte psicologicamente.

Há outros erros que não precisariam se repetir, como expulsões bestas, chutões desnecessários – porque alguns, sim, são necessários e importantes –, a velha mania do "contra tudo e contra todos", de inventar inimigos, de caras amarradas, treinos hipersecretos...

Treinos que, de tão secretos, fazem questionar se as substituições recentes de Felipão são realmente trabalhadas na Academia de Futebol, na PUC-RS ou em algum campo qualquer.

Por melhor que fossem suas intenções com as substituições diante do Grêmio, principalmente a entrada de Deyverson, com Luiz Adriano pelo lado (e depois por trás), elas voltaram a dar errado. Voltaram a evidenciar que falta repertório. Até porque o projeto para um clube vencer a Libertadores não pode se basear na esperança de "casquinhas" de cabeça de seu centroavante.

Deyverson tenta passar por Kannemann  Foto Cesar Greco  Ag PalmeirasDeyverson tenta passar por Kannemann  Foto Cesar Greco  Ag Palmeiras

Deyverson tenta passar por Kannemann — Foto: Cesar Greco / Ag Palmeiras

O projeto talvez seja suficiente para lutar pelo bicampeonato brasileiro, por uma competição de pontos corridos, apesar de o time ter deixado a liderança do primeiro semestre para correr atrás dos primeiros colocados.

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