"O Boca não veio jogar futebol", dispara Tiago Nunes após derrota do Athletico


Tiago Nunes reclama da forma que o Boca Juniors enfrentou a partida na Arena da Baixada   Foto Guilherme Moreira

Tiago Nunes reclama da forma que o Boca Juniors enfrentou a partida na Arena da Baixada — Foto: Guilherme Moreira

O Athletico perdeu para o Boca Juniors por 1 a 0 na noite desta quinta-feira, na Arena da Baixada, pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores. O técnico Tiago Nunes admitiu que faltou agressividade a sua equipe, mas lamentou a postura do time argentino em campo.

O comandante atleticano disse que o Boca abusou da "cera" e de travar a partida a todo momento, seja na demora para reiniciar o jogo ou na proposta de apenas se defender. Tudo isso, de acordo com o treinador, ainda teve respaldo da arbitragem, que não deixava a partida acelerar. Ele ainda disse que a estatística mostra que foram só 38 minutos de bola rolando dos 90 minutos disputados.

- Eles vieram com poucos jogadores para nos atacar, vieram para perder e conquistaram um resultado melhor do que vieram buscar. Na volta, só espero que a gente possa jogar, porque o que o Boca veio fazer aqui não era jogar futebol. Teve pouca bola rolando - declarou em entrevista coletiva.

Na primeira etapa, o time atleticano sofreu para conseguir infiltrar na zaga argentina, compacta e fechada, já que Rony e Marcelo não estavam inspirados, assim como Jonathan, que até chegava ao ataque, mas errava nas decisões. As tentativas, então, foram em chutes de fora da área, com Rony, Nikão e Bruno Guimarães, que passaram perto do gol.

Já defensivamente, o goleiro Santos precisou trabalhar três vezes em chutes de fora da área e uma vez com maior perigo, em gol perdido de Ábila, que ficou cara a cara com ele e bateu em seu peito, dentro da área. Na outra vez que o centroavante ficou de frente com o arqueiro, Márcio Azevedo conseguiu chegar a tempo e travar o chute.

- Tivemos mais volume de jogo, mais soltos no segundo tempo e tentando circular. Nós podíamos ter sido mais agressivos no último terço. Chegamos várias vezes na linha de fundo e não cruzamos. Faltou arriscar mais no drible para furar o bloqueio. Tivemos o controle - avaliou.

Na volta do intervalo, o Boca começou a travar ainda mais o confronto desde o início, demorando para repor as bolas. A primeira chegada rubro-negra foi somente aos 18 minutos em cruzamento de Jonathan para Marco Ruben cabecear por cima do travessão. Pouco depois Nikão arriscou de longe nas mãos.

Com dificuldade em achar espaços, Bruno Nazário entrou para rodar a bola com mais rapidez para ter essa infiltração ou até mesmo para uma visão clara de chute. Dessa forma, após passe de Rony, Bruno Guimarães conseguiu um chute em que o goleiro teve que se esticar para espalmar. E parou por aí.

O Boca, com muita consciência, seguia emperrando o jogo rubro-negro e ainda contou com a sorte. Rony perdeu a bola perto da linha de fundo, Tevez tocou para Mac Allister, que chutou e um desvio na zaga fez a bola encobrir Santos. Nos acréscimos, Marco Ruben teve a chance de empatar, mas bateu o pênalti na trave.

- Claro que tem o mérito da equipe deles, só que o resultado passou mais pela nossa falta de ações. O que eu sinto muito é não ter futebol, com uma arbitragem péssima, e o Boca veio para isso. Não faltou empenho, mas não conseguimos ocupar bem os espaços - finalizou.

A decisão entre Athletico e Boca será no dia 31, na Bombonera, em Buenos Aires, na Argentina. Quem passar do duelo enfrenta o vencedor do duelo entre Olimpia x LDU.

O Furacão volta as atenções para o Campeonato Brasileiro. A equipe enfrenta o Cruzeiro, no sábado, às 19h (horário de Brasília), no Mineirão, pela 12ª rodada.

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