Moradores levariam 19 minutos para sair em caso de rompimento de barragem

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Uma simulação de rompimento de barragem de rejeitos de mineração, realizada pela Defesa Civil de Mato Grosso do Sul, constatou que levaria 19 minutos para a evacuação dos moradores situados na faixa de destruição da lama e outros procedimentos de segurança, em Corumbá, região oeste do estado. 

Porém, a mineradora Vetorial ainda precisa corrigir procedimentos que apresentaram falhas, como falta de comunicação no momento de bloqueio da BR-262 e o não atendimento de alguns moradores do alerta de evacuação de suas residências.

O teste foi feito na barragem sul, com capacidade atual de 800 mil metros cúbicos de rejeitos. A simulação de um acidente na barragem é uma das últimas etapas das condicionantes que as mineradoras de Corumbá – Vetorial e Vale – tiveram que cumprir por determinação dos órgãos de controle dos governos federal e estadual e também do Judiciário, após as vistorias técnicas realizadas em janeiro do ano passado.

A simulação

Realizada na terça-feira (27), a simulação começou com o acionamento do alarme de rompimento.Com as sirenes irradiando sons por um raio de oito quilômetros da barragem, os moradores do entorno se deslocaram para nove pontos de encontro, nas chamadas zonas de auto-salvamento, conforme treinamento realizado pela mineradora. 

Enquanto isso, equipes da Vetorial bloquearam a BR-262 em dois pontos – km 754 e km 752 -, com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a uma distância de 16 km do centro urbano de Corumbá e Ladário.

Em caso de rompimento da barragem, a lama de rejeitos percorrerá cerca de 8 km em duas horas, ultrapassando a rodovia e entrando no Pantanal do Jacadigo. Na passagem da BR-262, em pouco mais de 28 minutos, a lama atingiria a uma altura de 3,3 metros de altura, segundo projeções feitas pela mineradora. No caminho da mancha, moram 31 pessoas em dez residências. Um assentamento rural, o Urucum, fica distante cerca de dois quilômetros.

Susto

Quem trafegava pela rodovia se assustou com a simulação. Como noticiou o Correio do Estado na terça-feira, alguns condutores não sabiam do teste e se apavoraram. Ao Diário Corumbaense, diretor-executivo da Defesa Civil de Corumbá, Isaque do Nascimento, explicou que se tratava de uma pré-simulação e que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) esteve no local, junto aos condutores dando apoio à ação. “Estamos realizando os últimos ajustes para o simulado com as empresas Vale e Vetorial”, destacou.

Isaque falou que a simulação é de grande relevância, pois é de caráter preventivo. “Na medida em que fazemos a simulação, temos um instrumento preparatório, para que, em caso de um rompimento de barragem, os funcionários das empresas, a população que está na frente dessa linha de risco e os órgãos envolvidos na segurança, possam ter uma resposta ao sinistro de forma segura e imediata”, esclareceu.Simulação bloqueou trechos da BR-26 - Silvio de Andrade/Governo de MS
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