Grupo reúne autores de violência doméstica em Nova Andradina

Grupo reúne autores de violência doméstica em Nova Andradina IMAGE
Cogecom / Imagens: Divulgação

APrefeitura de Nova Andradina iniciou o projeto “Homens em Movimento”, que é um grupo aberto para voltado para os autores de violência doméstica ou familiar contra a mulher, que são encaminhados judicialmente.

 

O trabalho busca promover uma mudança cultural sobre a violência contra a mulher, a partir da reflexão e responsabilização desses homens, através de atividades grupais de caráter reflexivo e psicopedagógico.

 

A coordenação deste grupo está nas mãos de Marcílio Caetano e Seiny Batista, com supervisão da psicóloga Sonia Rodrigues e sob a responsabilidade da secretária Julliana Ortega.

 

A iniciativa tem a parceria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, sendo responsável pela capacitação e treinamento dos profissionais envolvidos; e a execução é feita pela Secretaria Executiva de Políticas Públicas da Mulher.

 

Formado por 13 homens, o grupo se reúne em encontros semanais onde são abordados diversos temas, tais como: Tipos de Violência (Lei Maria da Penha), Valores e Direitos Humanos, Gênero e Papéis Sociais, Micromachismos, Ciclo de Violência, Parentalidade, Dependência Química, entre outros.

 

O lançamento oficial do projeto “Homens em Movimento” foi realizado juntamente com a campanha “16 Dias de Ativismo pelo fim da Violência contra a Mulher”, porém, o grupo vem se reunindo há cerca de 30 dias.

 

Nas palavras da secretária da pasta, a parceria com o Tribunal de Justiça foi fundamental, já que eles desenvolvem no âmbito estadual o projeto “Dialogando Desigualdades”, que tem essa mesma proposta de "quebrar" o ciclo de violência logo no início.

 

“Antes de chegar ali, eles agrediram, xingaram ou empurraram as companheiras. Muitos nem sabiam que a atitude é, sim, violência doméstica. Porém, é durante as reuniões do projeto que pretende reduzir as estatísticas, que eles aprendem e pensam bastante antes de qualquer atitude. O caminho é árduo, mas tem que ser trilhado”, afirma Julliana Ortega.

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