Figueirense rebate Elephant e garante segurança jurídica para anular pedido de abandono da Série B

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O Figueirense rebateu a Elephant, presidida por Cláudio Honigman, e informou por meio de nota que não foi comunicado pela CBF sobre o pedido de abandono da Série B do Brasileiro, feito pelo ex-presidente da empresa que comandava o clube. O Figueira vive guerra interna após a rescisão com a Elephant, oficializada na sexta-feira. A empresa comandava o futebol do Furacão desde 2017, mas por diversos problemas financeiros, foi destituída de forma unilateral pela diretoria.

Chiquinho de Assis Figueirense  Foto Andrey de OliveiraFFCChiquinho de Assis Figueirense  Foto Andrey de OliveiraFFC

Chiquinho de Assis, Figueirense — Foto: Andrey de Oliveira/FFC

A quebra do contrato foi oficializada pelo Figueirense, mas Cláudio Honigman se antecipou e protocolou o pedido de abandono da competição junto à Confederação Brasileira de Futebol.

A atual diretoria, comandada interinamente por Chiquinho de Assis, afirmou que vai encaminhar, ainda nesta terça-feira, a documentação necessária para provar que Honigman não responde mais pelo Figueira. Os documentos que informam foram expedidos e aguardam cumprimento por Oficial de Justiça. Se descumprir, Honigman vai pagar multa de R$ 10 mil por dia.

- Em virtude da divulgação de notícias de que o Sr. Cláudio Honigman teria comunicado à CBF que o Figueirense abandonaria a Série B do Campeonato Brasileiro, comunicamos a todos, desde já, que na data de ontem (23/09/2019) foi proferida decisão judicial decretando-se a ineficácia de todos os atos por ele praticados na gestão do clube a partir das 18h30 do dia 20/09/2019, incluindo-se aí referida comunicação de abandono. Além disso, restou determinado ao Sr. Cláudio Honigman que entregue à Associação Figueirense, imediatamente, todos os documentos e senhas que tenha relacionadas ao clube, sob pena de multa diária. Os ofícios de comunicação da decisão à Federação Catarinense de Futebol e à Confederação Brasileira de Futebol já foram expedidos e estão pendentes de cumprimento por Oficial de Justiça. Reafirmamos o nosso compromisso com a torcida alvinegra de que o clube seguirá sua retomada, a iniciar pelo jogo de hoje, às 21h30, contra o Bragantino (sic) - disse Chiquinho de Assis.

Nesta segunda, Chiquinho concedeu longa entrevista coletiva e detalhou como se deu o processo da quebra de contrato. Segundo ele, Honigman tinha concordado em abandonar o clube, mas no dia seguinte exigiu pelo meno R$ 3 milhões. Desde a notícia do comunicado de abandono, Honigman não havia se manifestado, algo de praxe nos últimos meses.

Cludio Honigman era o presidente da Elephant e consequentemente do Figueirense  Foto Robson BoamorteCludio Honigman era o presidente da Elephant e consequentemente do Figueirense  Foto Robson Boamorte

Cláudio Honigman era o presidente da Elephant e consequentemente do Figueirense — Foto: Robson Boamorte

A CBF vai enviar o comunicado da Elephant ao STJD para que o caso seja analisado. Se o documento for considerado válido, o Figueirense estará sujeito ao regulamento do campeonato que prevê a suspensão automática do clube de todas as competições organizadas pela CBF (incluindo profissional e base). Com isso, o clube só poderia voltar a atuar na Série D, após a suspensão.

Atualmente, o Figueirense acumula um total R$ 120 milhões, em dívidas, de acordo com o último balanço do clube.

Entenda o caso

A Elephant assinou parceria com o Figueirense em agosto de 2017, válida por 20 anos. Os constantes atrasos salariais e a falta de unidade, motivaram a rescisão unilateral, prevista em contrato segundo o clube, oficializada na sexta-feira. Com isso, o clube voltou a ter o poder sobre o futebol. A CBF ainda não foi informada oficialmente sobre a troca. Na entidade, Cláudio Honigman segue respondendo pelo clube e com o poder da caneta.

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