Ex-governador Marcelo Miranda é preso pela Polícia Federal

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G1

Agentes da PF entrando na casa do ex-governador Marcelo Miranda, em Palmas (Foto: Ana Paula Rehbein/TV Anhanguera)

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (26) o ex-governador de Tocantins, Marcelo Miranda. Ele é investigado em operação sobre corrupção e foi preso em Brasília, no apartamento funcional da mulher, a deputada Dulce Miranda. 


Ela não é investigada. Em Palmas, um mandado de busca e apreensão está sendo cumprido na casa do ex-governador.


A operação deflagrada hoje visa desarticular uma organização criminosa suspeita de prática constante de atos de corrupção, peculato, fraudes em licitações, desvios de recursos públicos, recebimento de vantagens indevidas, falsificação de documentos e lavagem de capitais. São 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva.


Marcelo Miranda foi preso em Brasília, no apartamento funcional da mulher, a deputada Dulce Miranda. Ele é investigado em operação sobre corrupção.


A defesa do ex-governador informou que "a princípio não há fatos que justifiquem o pedido de prisão", mas vai se posicionar somente após ter acesso à decisão.


Agentes da PF entrando na casa do ex-governador Marcelo Miranda, em Palmas — Foto: Ana Paula Rehbein/TV Anhanguera.


Entenda


Marcelo Miranda foi eleito governador do Tocantins três vezes, sendo casado duas vezes. A última cassação foi por causa de um avião apreendido em Goiás com material de campanha e R$ 500 mil ligados a campanha do ex-governador em 2014.


Ele também foi eleito senador da república, mas não pode assumir porque foi considerado inelegível. Marcelo Miranda também é alvo de diversas investigações das Polícias Federal e Civil.


A principal delas é a Reis do Gado. O inquérito investiga um esquema de lavagem de dinheiro e fraudes em licitações públicas. Miranda chegou a ser conduzido coercitivamente para prestar depoimento no caso. Parentes dele foram indiciados, inclusive o pai, Brito Miranda.


Em 2019, o ex-governador também foi indiciado pela Polícia Civil em um inquérito que apura a existência de servidores fantasmas no governo do Tocantins.

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