Especialista alerta para que pessoas não enfrentem o fogo

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FÁBIO ORUÊ

Estiagem, tempo seco e baixa umidade do ar são a receita pronta para que incêndios de grande e pequena proporção se iniciem, principalmente em vegetação, dentro e fora da cidade. Há casos em que os próprios moradores colocam sua integridade em risco para tentam apagar o fogo, o que é advertido pelo tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Waldemir Moreira Jr., que explicou ao Correio do Estado, os risco em que a própria pessoa se coloca ao tomar esta atitude. 

Incêndio no Rita Vieira /Foto: Divulgação

“Se o fogo está muito alto, é um nível extremamente perigoso de ocorrer alguma queimadura. Não é recomendado nem que chegue próximo da cabeça do incêndio, [onde as chamas são mais altas] porque o vento pode virar e a você vai estar no caminho das chamas”, explicou ele, que relembrou o incêndio aos fundos de um condomínio no bairro Rita Vieira, em Campo Grande, na segunda-feira (16). “A nossa equipe, mesmo equipada e preparada, precisou ficar a cerca de 30 metros das chamas porque estava muito quente”, comentou. O fogo atingiu copas de árvores e chegou a muitos metros de altura, produzindo também muita fumaça. 

No mesmo dia, no período da tarde, incêndio em vegetação causou correria em uma concessionária de veículos, na avenida Joaquim Murtinho. O fogo começou aos fundos do estabelecimento e tomou grandes proporções, ameaçando atingir os carros expostos à venda no local, que foram retirados por funcionários para evitar maiores prejuízos.

A equipe do Correio do Estado flagrou um homem tentando apagar as chamas, junto com a equipe de bombeiros. “É muito perigoso dependendo das condições. Existe um período, das 10h da manhã até às 16h da tarde, que as condições são mais adversas, então é bom evitar chegar perto do fogo”, alertou. 

Precauções para que o fogo, que por vezes começa em um terreno baldio, não chegue até uma residência podem ser tomadas, como explica o tenente-coronel. “Em incêndio urbano, a gente orienta deixar uma área capinada de no mínimo três metros da beirada do muro. Deixa o mato bem lá no chão mesmo. Isso evita que o fogo chegue até a casa. E claro, faça isso de manhãzinha ou no final da tarde, por causa do sol”. Caso o fogo ultrapasse o muro ou fique muito alto é importante que o Corpo de Bombeiros, no número 193, seja acionado o mais rápido possível. 

ÁREA RURAL

Incêndios de grande propagação são comuns em áreas rurais. Porém, Moreira ressalta que geralmente as pessoas que vivem no campo tem uma melhor preparação para lidar nessa situação. “Eles já usam calça comprida, botas, perneira de couro, chapéu e já tem uma certa preparação; estão bem protegidos, dá para ir combater sem problemas”, disse ele. 

Diferente do ‘corajoso’ que ajudou os bombeiros com o fogo na Joaquim Murtinho, um outro homem, de 57 anos, teve 50% do corpo queimado ao tentar apagar um incêndio, a 3 km da Ponte do Grego, na região de Terenos. Ele tentou apagar as chamas enquanto a equipe do Corpo de Bombeiros se deslocava até o local. Ele foi atingido pelo fogo e teve queimaduras de terceiro grau em aproximadamente 50 % do corpo, sendo encaminhado consciente para a Santa Casa da Capital por uma unidade de suporte avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Sempre é necessário sempre buscar orientações e treinamento, além de se preparar no primeiro semestre para o inverno, que em Mato Grosso do Sul fica com o tempo seco, explica p especialista. “Antes da temporada [de estiagem] a gente organiza a corporação para fazer treinamentos e divulgar, mostrar para a população as ações de prevenção de incêndios, tanto na área rural, quanto na urbana”, finalizou ele.

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