Dos títulos aos protestos: veja por que a pressão sobre Alexandre Mattos aumentou no Palmeiras

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Contratado em 2015 para liderar o projeto de retomada de títulos do Palmeiras, Alexandre Mattos vive seu momento de maior pressão no clube. A cobrança sobre o diretor de futebol aumentou após a eliminação nas quartas de final da Libertadores para o Grêmio.

Nem mesmo os três títulos conquistados sob sua gestão (dois Brasileiros e uma Copa do Brasil) amenizaram a ira de parte da torcida contra Mattos. Na última quinta-feira, aliás, ele recebeu torcedores organizados para uma reunião, na qual ouviu um pedido para que se demitisse do cargo.

Além da torcida, conselheiros do Palmeiras têm reclamado de Alexandre Mattos nos bastidores. Em especial pelo dinheiro investido em reforços nesta temporada (mais de R$ 120 milhões) que ainda não deram resultado em campo.

Mas há também quem defenda o trabalho do dirigente, apontado como de saldo positivo desde 2015. Principalmente pessoas ligadas ao presidente Maurício Galiotte. No dia a dia da Academia de Futebol, há confiança na recuperação do Palmeiras no Campeonato Brasileiro e na luta pelo bicampeonato nacional. O Verdão, com um jogo a menos, tem 30 pontos e está em terceiro lugar. Veja aqui a tabela.

Alexandre Mattos em conversa com o tcnico Felipo  Foto Tossiro NetoAlexandre Mattos em conversa com o tcnico Felipo  Foto Tossiro Neto

Alexandre Mattos em conversa com o técnico Felipão — Foto: Tossiro Neto

Na última quinta-feira, inclusive, o dirigente, pressionado, liderou algo pouco comum na Academia de Futebol: uma entrevista coletiva ao lado do técnico Felipão e de Cícero Souza, gerente de futebol do Verdão.

Não houve, por exemplo, manifestação parecida por parte do clube após o ônibus da delegação ser apedrejado no caminho até a arena, em abril, ou quando Felipão foi ameaçado por torcedores antes do Dérbi. Na coletiva, Mattos falou sobre o planejamento alviverde e da relação com a torcida.

– Tenho um respeito muito grande. O sofrimento vai até para a família, que fica lendo. Se tem alguma acusação, prova. Mas a minha vinda é limpa. Eu estou no Palmeiras porque minha vida é limpa. Se eu não tenho uma história de caráter, de coração e de vontade de vestir a camisa não estaria aqui. Mas não coloco isso no coração. Entendo os porquês. Entendo que é muito difícil para eles também, às vezes em exagero – disse o dirigente, minimizando os protestos.

Felipão, presente na entrevista comandada por Mattos, também falou sobre a situação do Verdão. O técnico se apóia na terceira colocação, a apenas três pontos do líder Flamengo, para se animar.

– Hoje estamos em uma situação bem melhor, quase que evoluindo para o ponto que estávamos anteriormente. Claro que só os resultados vão dizer como vamos chegar no final do primeiro turno em pontuação. Temos a ideia de passar aos jogadores um estudo para que possamos disputar o título tranquilamente no segundo turno – afirmou o treinador.

O Palmeiras volta a campo pelo Brasileirão no próximo domingo, às 16h, contra o Flamengo, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. 

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