Diagnóstico precoce para Distrofia Muscular de Duchene

Diagnóstico precoce para Distrofia Muscular de Duchene IMAGE
Tatiana Ramos


Em Curitibanos, gêmeos Arthur e Ygor convivem com a síndrome (Foto: Kalyane Alves)/

O diagnóstico precoce da Distrofia Muscular de Duchenne pode tornar-se uma realidade em Santa Catarina. Na última semana, o deputado Nilso Berlanda apresentou junto à Assembleia Legislativa um projeto de lei para realização do exame de sangue CPK em crianças recém-nascidas na rede pública estadual de saúde. 

Segundo Berlanda, o objetivo é agilizar a intervenção com tratamentos fisioterápicos e medicamentosos, amenizando sintomas e refletindo positivamente na qualidade de vida dos pacientes. "Quanto mais rápido o diagnóstico da doença, mais cedo inicia o tratamento, proporcionando melhor qualidade de vida aos pacientes. O projeto que apresentamos vem garantir o exame que detecta a Distrofia Muscular de Duchenne, auxiliando as famílias nos cuidados precoces com as crianças portadoras da doença", reforçou o deputado.

O projeto originou-se a partir do I Seminário de Distrofia Muscular de Santa Catarina, realizado no início deste mês na Alesc. O seminário foi proposto pelo deputado Berlanda, a pedido da curitibanense Priscila Lutz, mãe dos gêmeos Arthur e Ygor Lutz Pereira, através da Associação Mães Duchenne Brasil (AMDB), da qual ela faz parte. A iniciativa contou com apoio da Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira e Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa.

Doença 

A Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é uma doença degenerativa ligada ao cromossomo X, causada pela ausência de uma proteína essencial para os músculos. Sem essa proteína, o músculo vai degenerando progressivamente.

A DMD manifesta-se no início da infância e as crianças afetadas podem ter atraso no desenvolvimento motor ou atraso global do desenvolvimento. As crianças portadoras da doença, que progride rapidamente, geralmente nunca atingem a capacidade de correr ou saltar. Subir escadas torna-se difícil e a criança começa a cair frequentemente, perdendo a capacidade da marcha autônoma entre os 6 e os 13 anos.

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