Daiane Muniz é nova árbitra assistente da CBF

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Três Lagoas tem uma representante no quadro de arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Trata-se da árbitra assistente Daiane Caroline Muniz dos Santos, que foi aprovada nas avaliações da entidade.

A prova foi aplicada ontem, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Em maio, ela foi reprovada em avaliação semelhante.

Daiane explicou que, depois do resultado negativo, intensificou seus treinamentos e mudou a alimentação, adotando um programa de treinos mais adequado para o teste.

“Estou muito feliz. A sensação é de subir mais um degrau, de estar um pouquinho mais à frente. Foi muito difícil a reprova, mas sempre se aprende com os erros e as falhas. O segredo é persistir”, testemunhou.

Essa também é a segunda vez que Daiane integra o quadro da Confederação. Na primeira, por não ter currículo de jogos, acabou não sendo escalada. Desde então, a situação é diferente; entre as partidas já comandadas pela três-lagoense, estão a final do Campeonato Sul-mato-grossense 2015, disputado em maio, entre Ivinhema e Comercial.

Ainda não há data definida para o primeiro jogo de Daiane, que também integra o quadro de arbitragem do Estado. Mas, a partir de agora, ela poderá ser escalada para os jogos do campeonato nacional, provavelmente atuando pelas séries C e D, e, conforme seu desempenho, em divisões superiores.

Com ela, Mato Grosso do Sul possui agora quatro árbitros oficiais e sete assistentes no quadro da CBF.

Atuação de árbitros é ponto negativo do Brasileirão

Um dos destaques do Campeonato Brasileiro, ainda que negativo, é a arbitragem. Praticamente em todas as rodadas, dirigentes, técnicos e jogadores reclamam e questionam lances duvidosos. Diretores do Atlético Mineiro, por exemplo, colocaram o campeonato em xeque ao afirmar que existe um favorecimento, por parte da arbitragem, para a equipe do Corinthians - situação que, segundo os atleticanos, mancha o Brasileirão 2015.

Questionada sobre isso, Daiane Muniz disse que considera a situação delicada. “Vivemos um momento tenso. Porém, é importante ressaltar que, no futebol brasileiro, a maioria dos envolvidos tenta ludibriar ou burlar as regras”, afirmou.

“Pedem lateral que sabem que não foi. Cavam faltas, simulam pênaltis. Por isso, é extremamente difícil fazer valer as regras em um universo de pressão gigantesca e total ausência de ética e valores morais”, disse.

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